
Fecho os olhos à realidade,
Escondo-me no medo
E moldo-me à derrota
Que me invade a sensação de ti!
Saboreio-te o ódio
E faço uma sesta à sombra do pânico...
Incontida,
A luz do sonho
Arrepia-me num pesadelo
Desmedido...
Empurro-te para fora de mim,
Mas perdi a alma
Ao despenhar-me na agonia
Que o êxtase roubou à vida!
Abraço a gélida brancura dos lençóis
E acordo alagada em suores frios!