
Abro os braços em direcção ao vento,
Ofereço a minha emoção
À tua madrugada.
E ,nas horas tardias dos teus olhos,
Desalinho o tempo.
Contemplo-te nas horas vazias
De uma falsidade pintada de azul,
Livremente escorrendo-te dos lábios,
Esvaindo-se por entre os teus dedos!
Vejo-me no espelho dos meus olhos baços,
Falso,
Impudicamente desdenhoso,
Num amor que não sintonizaste,
Na inconsciência da tua crueldade!
Mergulho na dor,
Tonta e insaciada,
Deslizando nas ondas do meu limite...
Falso!