sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Tempo

Não questiono a vigília,
Mas não a procuro...
Quando cruzo os céus e os mares
À procura de respostas
Voo contigo
Num estado de delírio que me quiseste dar...
Não sei quem comanda o sonho
(Ou o sono)
Mas sei que torna a vigem mágica!
Vejo-te mudo
Através da vidraça empoeirada pelo tempo...
Esfumas-te por instantes
Num tempo para lá do tempo,
Tomas a forma de um corpo...
Revejo a tua face e o teu sorriso,
Reduzo a distância,
Nos teus braços,
Ao zero absoluto!

2 comentários:

Mário Margaride disse...

De facto assim é! A distância reduzida ao zero absoluto...como sabes tão bem, o que estás a dizer!
Gostei!
Um beijo

Dionísio Dinis disse...

Um tempo positivamente belo,o poder dos seus versos parecem conseguir moldar o tempo e desfazer distâncias!Bravo Poetisa!