sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Futuro adiado

O céu pesado de nuvens
Cinzentas, escorrendo dor,
Choram e tu não vens
Cansado de meu amor...

Rasgam-se às asas leves
De mil gaivotas de cor
Branca entoando, breves,
Um concerto em dó menor...

Não vens e elas gritam,
Como eu, por quem não vem
E meus braços se agitam
Numa força que já não têm!

Solto-me no ar pesado
De chumbo, como meu peito,
Num Futuro adiado
Para sempre em seu leito!

7 comentários:

poetaeusou . . . disse...

*
poesiamgd
,
sinto no meu peito
o agitar das gaivotas,
a rodopiar entoando,
cantatas em flor,
em nuvens coloridas,
gritando o amor,
,
um xi, em flor
,
*

efeneto disse...

Há palavras que possuem um som cavo, de buraco.
Outras que morrem, ou nunca existiram. Palavras fumo. Palavras névoa.
Há palavras que persistem e outras por inventar: palavras do nosso vocabulário íntimo, daquelas que nunca outros entenderão.
Palavras de água de silêncio, palavras sem medo nem linhas onde se escrevam.

É com palavras que lhe venho desejar um fim-de-semana cheio de sonhos e realidades,
Na companhia de quem lhe é mais querido.

Maria Laura disse...

O sol apareceu. E o futuro não será adiado por muito tempo.

Eärwen Tulcakelumë disse...

Venho em vôo ler-te e vislumbro aqi palavras lindas em rimas de um amor vivido...vivo...por hora adiado, mas belo!

Pérolas incandescentes de realizações.

Eärwen

Sei que existes disse...

O amor voltará para ficar!...
Beijocas grandes

CN disse...

Futuro p'ra sempre adiado
Se não tivermos presente
Que o presente é já passado
Ao darmos um passo em frente...
________

Corro o risco de me repetir, mas mesmo assim vou voltar a dizer-te que adoro a tua poesia.
CN

tufa tau disse...

entoa comigo... e com o outro lado

vê no meu blog
obrigada

abraço