quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Conto proibido

Durmo ao luar,
Perfumo-me de sol,
Quero ser a tua noite e o teu dia!
Alimento-me dos teus sentidos
E dos teus feitiços...
Vem... mistério estrelado,
Revela-te nas fases da minha lua,
No eclipse do meu sol...
Quero mostrar-te os anjos nus da minha alma,
Na caverna do meu ser!
À noitinha, nos meus braços,
Na pureza do meu sonho,
Colherás as minhas letras,
E os dedos que as pintaram,
Assustados,
Perdidos,
De tanta ousadia!
Traz nas entrelinhas a luz
Para podermos,
Bem juntinhos,
Ler os dois
Este conto proibido...

2 comentários:

Mário Margaride disse...

Proibido, seria não escreveres este belo poema. Gostei muito!

BEIJINHOS.

Dionísio Dinis disse...

Vai-se no doce embalo da sua poesia, e depois quando acordamos, vemos que tudo é possível ser, que nada será cerceado a quem sabe escrever amor da forma como Vc o faz.Rendido!