sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

A porta do tempo


Fecho a mão dentro do sonho,
Abro-a dentro do destino,
Ofereço-a ao enigma da tua vida!
Mas no cume dos teus olhos
Desapareço à sombra da sua luz!
Abro a porta do teu tempo,
Oleio as fechaduras enferrujadas
E entro de semblante pintado de dúvida...
Penduro-te nos cabelos estrelas de luz,
Cubro-te o peito de prefácios de prazer
E assombro-te a alma com as cortinas do meu corpo!
Com o vento macio dos meus lábios
Refresco-te a carne do sonho
E faço voar as tuas asas presas à razão...
No estilhaço do momento,
Perdemo-nos além - corpo,
Além - alma
Além - tudo!

2 comentários:

Mário Margaride disse...

Enquanto a porta do tempo se mantiver fechada...nada a pode transpor, nada! Só se essa porta, for aberta...

Beijinhos

}}cleopatra{{ disse...

Olá!
Venho agradecer a simpática visita ao meu humilde cantinho.
Ontem, num programa de rádio, ouvi um psicólogo bastante conhecido e respeitado da nossa praça, dizer que os poetas buscam as palavras de que necessitam, nas cores do arco íris...
É lá que vais buscar as tuas também? Deve ser. Pois gostei de todas as que por aqui li, alinhadas e colocadas sábiamente, umas ao lado das outras!

Um Feliz 2007 para ti!

Beijo soprado