sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Distância


Passeio-me no teu silêncio,
Mas perdi as palavras...
Na saudade de ti,
Deixo esvoaçar as tintas que me pintam o pensamento!
Neste tempo que se não esgota,
Nem se consome,
Deslizo sobre os momentos da lembrança...
Na minha pele nua,
A névoa do sonho tolda a vida
E a paz!
Na fronteira entre os teus lábios e os meus
Desliza a paixão,
O teu cheiro que não sei...
Nos minutos paralisados das nossas carícias
Transponho o vazio do som
E ouço a melodia doce e agra
Do teu corpo à minha espera...
E os ponteiros do tempo,
Jogando contra nós,
Andam num inverso desesperado
Afastando –me o teu abraço!
Concebo os teus beijos e a tua ânsia
Num tempo invertido...
Distância...

3 comentários:

Dionísio Dinis disse...

Excelentes versos,numa dolorosa e certeira explicação de distância!Mas também diria que distância pode ser o contrário de tudo o que escreveu!Apenas um desafio, será que quer escrever distância de outra maneira?

Diário de um Anjo disse...

A distância aproxima ou afasta o que é suposto durar ou terminar...
Obrigado pela visita ao meu humilde diário...

Anónimo disse...

A distância fisica realmente separa, mas há sempre outras coisas (talvez mais importantes) unindo!

Lourenço