quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

LUA

No desespero das noites sem lua, grito o teu nome num uivo de loba privada da sua lua cheia. Grito baixinho, não vá tu ouvires…Mas grito, muito, dolorosamente… Escondido nas nuvens negras que se adensam, privas-me da tua luz… e as nuvens cada vez mais carregadas escondem-te definitivamente. E da entrada do meu covil espreito a medo o mundo ao meu redor…Ninguém! Estou só nesta floresta densamente povoada de espectros que me não vêem!
Pairas com o teu sorriso tímido, como um holograma, sobre a minha cabeça. Mas quando os meus dedos te alcançam, trespassam-te porque não estás ali.
E eu continuo só… agora mais só!

1 comentário:

Dionísio Dinis disse...

Escrita dolorida,desesperançada,mas escrita que, pelo seu poder estilístico, nos consegue transmitir de forma clara em cada frase a realidade de cada sentimento expresso.