sexta-feira, 30 de março de 2007

Confessa


Espreito-te no longe,
Chamo-te entre as brumas do tempo...
Mas as penumbras da memória,
Perpetuada pelo deslizar dos meus dedos no papel,
Escondem-te atrás de ti!

Vem...
Mostra-te no teu sorriso,
Perfuma-me com a tua voz quente,
Fala-me do tempo do Amor
E volta a dar-me a mão!
Leva-me contigo para dentro do teu abraço
E da minha fantasia!
Confessa ao meu ouvido
Quantos beijos ofereces ao meu silêncio!
Sussurra-me o prazer do sonho
Que espreitas em mim!
Beija as minhas sensações
De pele perfumada,
Amanhecida
Na alvorada tranquila
De um livre divagar...

Diz à lua
Baixinho, baixinho...
Palavras de desejo...
Por mim!
E enfeitiça o meu sono!

9 comentários:

Mário Margaride disse...

Lindo poema! Suave e belo...

Beijinhos

Farinho disse...

"Diz à lua
baixinho, baixinho...
palavras de desejo...
por mim!
E enfeitiça o meu sono!"

LIndo, adorei, tocou-me.


Bom fim de semana

Beijocas

karin disse...

quantos beijos ofereces ao meu silêncio :) soa mesmo bem

Reflexos da Alma disse...

Olá Amiga!
Adorei este Poema, este Elogio da Saudade e este chamar de Alguém...
Sensibilidade, Conforto da Palavra evocada ...Gostei imenso!
Obrigado pela visita que me fizeste, foi uma honra ter-te recebido!
Visitas mútuas é o que proponho a todos os que me Encantam, e tu não foges a esse meu convite.
Um Beijo Grande de Alma

Menina do Rio disse...

"Espreito-te de longe...
Diz à lua
Baixinho, baixinho...
Palavras de desejo...
Por mim!
E enfeitiça o meu sono!"

Amei este poema!

beijinhos

MARIA VALADAS disse...

Que os restantes Comentadores não me levem a mal...mas tenho que escrever o que mais me encantou neste teu poema:
" Diz à lua
Baixinho, baixinho...
Palavras de desejo...
Por mim...
E enfeitiça o meu sono!!

SOBERBO!!

Bom Domingo e Beijinhos da
Maria

Lindona disse...

O amor perdido?

poetaeusou disse...

///
a memória
do amor
fantasia
o silencio
perfumado
do desejo
enfeitiçadp
/
ji)
///

Anónimo disse...

Mais um poema com sabor a...amor e paixão.

Nem sempre o poeta é um actor... ao escrever as suas poesias. Há momentos que ele canta o que lhe vai na alma. Vou acreditar que este poema não é ficção. Que os seus versos retratam uma vivência amorosa e apaixonada da autora.

"Vem"
"Mostra-te no teu sorriso..."

"Fala-me do tempo do amor"
"E volta a dar-me a mão..."

Quanta ternura e sentimento nestes versos...
Quanto amor e paixão no momento da sua inspiração...

Lindo poema, poetisa! Adorei! um beijinho. Friend