quinta-feira, 10 de maio de 2007

Fóssil



De alma destroçada,
Não me conheço.
Deambulo por estas praias da vida,
Mas apetecem-me os rochedos mais além!
Olho o mar revolto,
O céu pintado de memórias
E apanho a saudade caída a meus pés!
Deambulo descalça!
O caminho que demando
É feito de areia movediça!
Cheira a mar,
Mas é lodo.
São os pensamentos de sal,
Temperando a minha recordação,
Que fazem as gaivotas soprarem maresia das suas penas!
Enquanto me afundo,
Sinto-te,
Olhando as marcas que deixaste nas minhas areias...

O vento sopra,
Sopra,
Tenta apagar as tuas pegadas...
Fossilizadas!...

7 comentários:

Bruno Pereira disse...

muito bom :)

João Cordeiro disse...

Que devo dizer?

Apenas, parabéns... querida amiga.


Bijocas criativas e sonhadoras

poetaeusou disse...

/
o lodo
da vida
/
tenho um favinho
para ti, no meu blog
/
xi
/

António disse...

Querida Goreti!
Um poema que reflete um estado depressivo (não quero dizer que estejas doente, bem entendido) de uma forma muito rica pois as imagens criadas pelas palavras que escreveste são muito marcantes.

Obrigado pelo teu comentário à "Herança".

Beijinhos

Jorge Bicho disse...

G,

continuas sempe a escrever tão bem.
Beijos
JB

Vera disse...

"Sinto-te,
Olhando as marcas que deixaste nas minhas areias..."

Lindo e tocante, apesar de um pouco triste!!! Adorei!

Beijinhos

Isa&Luis disse...

Olá,

Belo poema um grito que faz eco, adorei!

Beijinhos

Isa