segunda-feira, 26 de maio de 2008

Mudança

Homem, homem de olhos de aço,
Olhos de glaciar ao frio
Do vento Norte de meu Espaço
Vazio...

Olho-te! Não te sinto pulsar,
És vulcão já extinto.
Toco-te! Estás em outro lugar,
Sinto...

És Nada e eu ainda sou Tanto...
Sou ferida que só tem cura
Na Morte, como tu sem encanto,
Dura...

Onde foi teu carinho?
Onde tua ânsia de amor?
Ficou pelo caminho!
Desamor...

7 comentários:

Multiolhares disse...

Por vezes os vulcões adormecem, mas a qualquer momento podem reacender
Bj

mundo azul disse...

...é! Difícil quando um vai e o outro fica...
Lindo o seu poema, amiga!
Beijos e muita luz, para você...

poetaeusou . . . disse...

*
mudança,
de estilo, o minimo,
,
o desamor,
é uma das vertentes do amor,
,
conchinhas
,
*

Carla disse...

Verdade expressa num sentimento único.

poetaeusou . . . disse...

*
passei, aqui,
,
conchinhas
,
*

Um Momento disse...

Quanta tristeza nestas palavras tão verdadeiras...

Um beijo abraçado a ti...

(*)

© efeneto disse...

Já não venho a tempo de desejar bom fim-de-semana porque o tempo não deu.
Apenas tenho tempo de desejar uma óptima semana cheia de sonhos concretizados.
Porque o tempo agora me permite fica a promessa que voltar para “perder tempo” consigo.
Até lá perca tempos nestes;

Caminhos

É na busca ocasional da poesia
que fulgentes luas me habitam.

Como doem as portas cerradas!

São pedras floridas de musgo
caminhos que ninguém pisa.

Sobra o portal do templo
arcaria que o tempo emoldura.