sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Futuro


Sob a alucinação do brilho intemporal dos teus olhos
Perco-me num caminho bordejado por estrelas
Atapetado por carícias
Acordadas,
Lentas na madrugada!
Sopro nos teus lábios o silêncio,
Encanto-te com palavras de fogo
E abraço-me aos teus lençóis que não conheço!
Na nossa paixão,
Beijo-te sem saberes,
Guardo lembranças inexistentes
De instantes de loucura!
Estremeces nos meus sussurros
Na loucura doce dos meus seios!
A minha saliva queima a tua língua
E apagas o ardor nas minhas coxas,
No meu corpo aberto,
Franqueado,
Flor para ti!
Habitas cada entranha minha
És meu no infinito do tempo
Dentro de mim...
Para lá da saudade,

6 comentários:

poetaeusou disse...

Mitico Ritual.
Para mim distante.
Não ao meu alcance.
Mesmo no futuro.
O meu horizonte.
Sempre genuino.
Sempre indistinto.
Sempre virtual.
abç.

João Cordeiro disse...

Amiga, muito obrigado pelos lindissímos comentários que me deixaste nos meus blogs.
Em relação à traição do EU, eu julgo não ser poeta, assim, escrevo-os para mim próprio.
Irei meditar no assunto.
beijo

Mário Margaride disse...

O futuro de cada um...será o horizonte que nós definirmos
Se nos conformarmos no marasmo, e na inércia...aí, não teremos nem horizonte, nem futuro...

Beijinho

António disse...

Querida Maria!
Um belo poema em que te deixas transportar para um mundo de sonhos eróticos e amorosos.

Já tenho um post novo, mas devo dizer-te que não posto todos os dias:
Primeiro, porque não tenho tempo para isso.
Segundo, porque me falta criatividade para tal.
Terceiro, porque dou sempre 3, 4 ou 5 dias (se não mais) de intervalo entre postagens para permitir que os meus leitores habituais possam ler o último texto (muitas vezes as pessoas lêem o mais recente e não reparam que há um anterior que lhes escapou).
Fui convincente?

Beijinhos

António disse...

Olá!
A minha criatividade não é diária.
E gosto de ser convincente.
Obrigado pelo comentário ao texto (mais longo que curto) do menino da mamã.

Beijinhos

Poesia Portuguesa disse...

Atrevi-me a levar "emprestado" um poema.
Algum inconveniente dia, que será de imediato retirado.

Um abraço ;)