Reclina a tua fronte em meu peito,
Descansa a tua dor em minha paz;
Conta-me da mágoa que em teu leito
Escondes calado, sem palavras vãs.
Deixa-me secar essas duas lágrimas
Que teimam em bailar num mar de algas,
Percursoras de vidas ázimas
Que urge fermentar, mas que tu salgas.
O carinho e a ternura semeiam-se,
Adubam-se, livram-se de ervas daninhas,
Guiam-se para a luz e anseiam-se
Doçuras que tu apenas adivinhas.
Corre e apanha a vida que não vives,
Salta e percorre uma outra etapa,
Solta a alma e verás que sobrevives
E nem um fio de luz do Mundo se te escapa.
Estende a tua mão, eu te amparo
Abre o teu coração, eu te entendo
Mas não te abatas que é ignaro
Quem deixa a luta vencedor sendo.
Nasceste para lutar e depois vencer
Assim te quero, assim te sinto
Olha-me nos olhos, vais ver
Outras algas que te prendem. Não minto!
Vem! Corre a meus braços e chora
Grita, sufoca, blasfema ou ri.
Pouco importa se, por ora,
Não quero ver mais do que já vi!
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sexta-feira, 23 de novembro de 2007
sábado, 17 de novembro de 2007
Encantos
Olho-te nos olhos com paixão,
Sorvo o mel em teus beijos.
Entrega-me teu coração,
Satisfaz meus desejos!
Toma-me nos braços com ternura,
Afaga meu corpo ao de leve.
Meu olhar, em adoração pura,
Seu brilho aos teus o deve.
Prendamos nossas brancas almas
Num laço de amor verde
Feito de frescas palmas
Em cuja cor até o mar se perde!
No céu, brilham douradas
Pela pureza do sol poente.
Ah! Almas encantadas!
Ah! Encantos de duende!
Feiticeiras desgarradas,
Apartai-vos no feitiço
Que vos torna desgraçadas
Sem sequer dar por isso!
Sorvo o mel em teus beijos.
Entrega-me teu coração,
Satisfaz meus desejos!
Toma-me nos braços com ternura,
Afaga meu corpo ao de leve.
Meu olhar, em adoração pura,
Seu brilho aos teus o deve.
Prendamos nossas brancas almas
Num laço de amor verde
Feito de frescas palmas
Em cuja cor até o mar se perde!
No céu, brilham douradas
Pela pureza do sol poente.
Ah! Almas encantadas!
Ah! Encantos de duende!
Feiticeiras desgarradas,
Apartai-vos no feitiço
Que vos torna desgraçadas
Sem sequer dar por isso!
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Alma
Dás-me a tua mão.
Não me basta, quero mais.
Meu indomado coração
Quer amigos leais.
Dás-me a tua boca.
Adoro-a, não o nego,
Mas isso é coisa pouca
Quando a ti me entrego.
Dás-me o teu corpo.
Recebo-o com prazer,
Uso-o, com ele me dopo,
Mas não é o que quero ter.
Dás-me o teu desejo.
Adoro-o, por ele anseio,
É sem qualquer pejo
Que nos teus olhos o leio.
Sou deus ou demónio.
Tudo o que me dás não basta.
Meu ser, em pandemónio,
O teu aos poucos gasta.
Não quero teu corpo só.
Quero toda a tua alma,
Com a minha em cego nó,
Afundando-se num mar de calma.
Dá-me a tua alma inteira!
Só isso bastará ao sonho
De alma, sem eira nem beira,
Que nas tuas mãos agora ponho!
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Não me basta, quero mais.
Meu indomado coração
Quer amigos leais.
Dás-me a tua boca.
Adoro-a, não o nego,
Mas isso é coisa pouca
Quando a ti me entrego.
Dás-me o teu corpo.
Recebo-o com prazer,
Uso-o, com ele me dopo,
Mas não é o que quero ter.
Dás-me o teu desejo.
Adoro-o, por ele anseio,
É sem qualquer pejo
Que nos teus olhos o leio.
Sou deus ou demónio.
Tudo o que me dás não basta.
Meu ser, em pandemónio,
O teu aos poucos gasta.
Não quero teu corpo só.
Quero toda a tua alma,
Com a minha em cego nó,
Afundando-se num mar de calma.
Dá-me a tua alma inteira!
Só isso bastará ao sonho
De alma, sem eira nem beira,
Que nas tuas mãos agora ponho!
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sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Loucura de poeta
“- No limiar do sonho,
transportas as portas do sono,
busco o que não ponho,
colho trigal sem dono.
Semeei grão em terra minha,
não colhi porque não quis,
cobiço cachos de outra vinha,
delícia que não se diz!
Doces frutos, doirados
por alegre sonho anil,
um a um vindimados
em sonho, ilusão...” Senil!
Louco poeta, olha o céu, o mar,
as árvores e os pássaros alegres,
o sol, as estrelas e o luar,
à paixão não te entregues!
Amor, felicidade e paixão.
qual azeite e água na candeia,
não se misturam nunca, não,
e fácil o fogo se lhes ateia.
Paixão arde em lume vivo,
Amor em puro lume brando
Felicidade, parece castigo,
nunca vai onde a mando!
Louco poeta, esquece as almas!
Ninguém as tem iguais à tua.
À loucura batem palmas,
mas não a querem como sua!
Vive o Mundo desta era,
esquece o de antanho!
Qual leoa, dura e fera,
trepa ao alto do lenho!
Olha de lá a Terra, os Homens,
A Vida e o Sol poente...
E diz que só um sonho tens:
Encarar a Vida de frente!
http://www.escritartes.com/forum/index.php?referredby=3
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjUNWfHCO91Pv4wNMFTNKbo8Mb45VJMptR2viLHK66wTm9oANLVn6fYcNF2gAxD-ErmZd4JjpQBWRpuWphyphenhyphenydWpLT2-9ETJjxRUCUJvyIeqRIx1wwNAKXpuQHNRBFjjj8VSGKq7LyM0K-o/s1600-h/DSC_0132A.jpg
transportas as portas do sono,
busco o que não ponho,
colho trigal sem dono.
Semeei grão em terra minha,
não colhi porque não quis,
cobiço cachos de outra vinha,
delícia que não se diz!
Doces frutos, doirados
por alegre sonho anil,
um a um vindimados
em sonho, ilusão...” Senil!
Louco poeta, olha o céu, o mar,
as árvores e os pássaros alegres,
o sol, as estrelas e o luar,
à paixão não te entregues!
Amor, felicidade e paixão.
qual azeite e água na candeia,
não se misturam nunca, não,
e fácil o fogo se lhes ateia.
Paixão arde em lume vivo,
Amor em puro lume brando
Felicidade, parece castigo,
nunca vai onde a mando!
Louco poeta, esquece as almas!
Ninguém as tem iguais à tua.
À loucura batem palmas,
mas não a querem como sua!
Vive o Mundo desta era,
esquece o de antanho!
Qual leoa, dura e fera,
trepa ao alto do lenho!
Olha de lá a Terra, os Homens,
A Vida e o Sol poente...
E diz que só um sonho tens:
Encarar a Vida de frente!
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domingo, 4 de novembro de 2007
Amor
Se o Amor foge voando,
Eu te peço, pássaro azul,
Leva-me no teu bando
Ao Pacífico Sul!
Se o Amor é negro como breu,
Eu te peço, Sol doirado,
Retira-me este véu,
Quero ser o El Dorado!
Se o Amor é fria Morte
Eu te peço, vida minha,
Torna agora forte
Esta frágil que caminha!
Dá-me o Amor por companhia,
O Carinho por parceiro,
A Felicidade na simpatia
De um doce companheiro!
Dá-me Paz em terra agreste,
Sonhos de que estou faminta,
Paixão que já me deste
Pintada de outra tinta!
http://www.escritartes.com/forum/index.php?referredby=3
Eu te peço, pássaro azul,
Leva-me no teu bando
Ao Pacífico Sul!
Se o Amor é negro como breu,
Eu te peço, Sol doirado,
Retira-me este véu,
Quero ser o El Dorado!
Se o Amor é fria Morte
Eu te peço, vida minha,
Torna agora forte
Esta frágil que caminha!
Dá-me o Amor por companhia,
O Carinho por parceiro,
A Felicidade na simpatia
De um doce companheiro!
Dá-me Paz em terra agreste,
Sonhos de que estou faminta,
Paixão que já me deste
Pintada de outra tinta!
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segunda-feira, 29 de outubro de 2007
delírio
Chamo por ti!
Ouço a tua voz
Vinda do meu lado.
Volto-me.
Estendo um braço,
Não te encontro
E,
Desesperadamente,
Eu procuro o teu corpo,
O teu rosto,
As tuas mãos,
Os teus braços,
Os teus lábios
À espera de amor.
Eu ouvi a tua voz!
Porque não te encontro?
Onde estás?
Onde estás, meu amor?
Responde,
Fala outra vez,
Eu preciso de ti.
Não!
Agora, mais que nunca,
Eu sei
Que não te ouvirei dizer
“Amo-te querida”,
Que jamais voltarei a sentir
Os teus dedos meigos
Deslizarem na minha face!
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Nebulosa
Dança comigo uma dança de estrelas,
Rodopia no espaço interestelar,
Escolhe, agarra uma delas
E vem amar!
Quero ser a tua Via Láctea,
Dar à luz milhões de estrelas vivas,
Encher até aos bordos a galáxia
Das nossas vidas.
Numa nebulosa ser tua supernova
Ou, quem sabe, o teu pulsar,
Poder ser hoje e amanhã prova
De teu sonhar.
No Infinito do Universo andar
De mãos dadas com a vida à solta,
Um Mundo de amor criar
À tua volta!
Rodopia no espaço interestelar,
Escolhe, agarra uma delas
E vem amar!
Quero ser a tua Via Láctea,
Dar à luz milhões de estrelas vivas,
Encher até aos bordos a galáxia
Das nossas vidas.
Numa nebulosa ser tua supernova
Ou, quem sabe, o teu pulsar,
Poder ser hoje e amanhã prova
De teu sonhar.
No Infinito do Universo andar
De mãos dadas com a vida à solta,
Um Mundo de amor criar
À tua volta!
domingo, 21 de outubro de 2007
Meu amor
Meu amor por ti, fina filigrana,
fímbria doirada,
tiara de Diana
desprezada!
Meu amor por ti, raro rubi
esmagado a teus pés.
Mil vezes o dividi
por dez!
Meu amor, que fazer se depois
o multipliquei por cem
e deificado sois?
Por quem?!
Por mim! É demasiado ardor?!
Não parece sério?!
É que meu amor
é um despautério!
http://www.escritartes.com/forum/index.php?referredby=3
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
A ferro e fogo
A ferro e fogo teu nome gravei
na minha alma virgem de amor.
Apagá-lo, vida minha, não sei.
A ferro e fogo gravei no meu coração
a marca do teu calor.
Apagá-lo não sei, vida minha, não.
A ferro e fogo gravei em minha boca
o sabor de teu último beijo.
Apagá-lo não sei e fico louca.
A ferro e fogo gravei em meu ser
o cheiro de teu desejo.
Apagá-lo não sei, porque o quero ver.
Tua alma e teu sabor,
teu cheiro e teu sorriso
são tudo, meu amor,
o que na vida preciso.
Só a Morte te roubará de mim,
velha negra de foice em riste,
ou me roubará a mim, enfim,
se de mim fugiste!
http://www.escritartes.com/forum/index.php?PHPSESSID=e9e0dd421e8d8990ec5554cb3abdd228&
sábado, 13 de outubro de 2007
Amor
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Leva-me contigo
href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgs4xRRE3EeT1LHWwbcb_TixXzwZR0DlcwGM_H48aTs6RvlxShXXfGpIH35Z5QuiSdKd9tW4LHhTZMTHstcB_TdPWRAVMUT98kEJQ50B0jI5V3NS0hvQL-IlcQOUBfWj08hAS_EIYAvXj8/s1600-h/2BEACH.JPG">
Teus olhos
Mar bravo
Revolto
Algas e limo
Rolam
Enrolam
E eu
(Ai pobre de mim!)
Me afogo neles.
Se as suas ondas
Em manso reboliço
Me jogam em terra
Recuo
Quero rolar
Rolar até ao fim do Mundo
Na tua espuma.
Leva-me!
Não quero Terra
Nem paz
Nem ar.
Quero guerra.
Leva-me à bolina
Em dia calmo
(Se o houver!)
Leva-me ao Inferno
No vendaval.
Eu vou.
Eu quero ir
Contigo navegar
Contigo naufragar.
Leva-me!
Oh! Leva-me!
http://www.escritartes.com
Teus olhos
Mar bravo
Revolto
Algas e limo
Rolam
Enrolam
E eu
(Ai pobre de mim!)
Me afogo neles.
Se as suas ondas
Em manso reboliço
Me jogam em terra
Recuo
Quero rolar
Rolar até ao fim do Mundo
Na tua espuma.
Leva-me!
Não quero Terra
Nem paz
Nem ar.
Quero guerra.
Leva-me à bolina
Em dia calmo
(Se o houver!)
Leva-me ao Inferno
No vendaval.
Eu vou.
Eu quero ir
Contigo navegar
Contigo naufragar.
Leva-me!
Oh! Leva-me!
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domingo, 7 de outubro de 2007
Amor
A poesia esqueci num leito de cardos
Reaprendi-a nos teus olhos, na tua boca,
Nada a nada, tudo a tudo, tão pouca...
Tanta para mim... sem o Dom dos bardos!
Pouco importa! Deixa o coração falar,
Dizer que te quer, que te ama,
Dizer, num sussurro, que o Amor me chama,
Me faz ser mulher, me faz... Desejar!
Leva-me nos teus braços ao Céu,
Ao Inferno, ao fim da Eternidade,
Que só na Eternidade não cabe
Um Amor tão grande como o meu!
Leva-me nos teus braços ao fim do Fim,
Ao Absoluto, uno, indivisível
Onde me perca no...inverosímil?
Deixá-lo! Quero ser em ti o melhor de mim!
Leva-me nos teus braços onde fores capaz,
À Felicidade, ao desespero da Paixão
Que dilacera, fibra a fibra, o coração,
Para de novo o fundir e lhe dar a Paz!
Não quero mais nada, mas é tanto o que quero
Que, sem coragem, não sei se quero querendo
Ou se não quero, temendo
Desesperar do que tanto espero!
http://www.escritartes.com
Reaprendi-a nos teus olhos, na tua boca,
Nada a nada, tudo a tudo, tão pouca...
Tanta para mim... sem o Dom dos bardos!
Pouco importa! Deixa o coração falar,
Dizer que te quer, que te ama,
Dizer, num sussurro, que o Amor me chama,
Me faz ser mulher, me faz... Desejar!
Leva-me nos teus braços ao Céu,
Ao Inferno, ao fim da Eternidade,
Que só na Eternidade não cabe
Um Amor tão grande como o meu!
Leva-me nos teus braços ao fim do Fim,
Ao Absoluto, uno, indivisível
Onde me perca no...inverosímil?
Deixá-lo! Quero ser em ti o melhor de mim!
Leva-me nos teus braços onde fores capaz,
À Felicidade, ao desespero da Paixão
Que dilacera, fibra a fibra, o coração,
Para de novo o fundir e lhe dar a Paz!
Não quero mais nada, mas é tanto o que quero
Que, sem coragem, não sei se quero querendo
Ou se não quero, temendo
Desesperar do que tanto espero!
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terça-feira, 2 de outubro de 2007
Livro do Não - Mãe
Larga-me nos dedos da Lua!
Vamos visitar o sonho!
Lá brincas comigo, mãe, brincas?
Trepemos àquela árvore!
Quero agarrar o Sol,
colorir os teus cabelos.
Oh!! Mãe, o mar é tão grande!
Pega-me ao colo,
tenho medo das ondas!
Há flores, há estrelas no mar?
Apanharei a mais vermelha,
A mais brilhante,
A mais linda...
Com ela enfeitarei o teu ventre
e todos os jardins da terra e do mar
serão teus.
Segue-me, mãe, acompanha-me
no sussurro do vento.
Quero voar contigo!
Vê o que eu vejo!
Sente o que eu sinto.
Brinca comigo!
escritartes.com
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Um tu que não conheço - Último texto do Livro da Desilusão
Foste o meu tudo,
Foste o meu nada…
Quem eras?
Perdi o tempo
Em contratempos
E nada descobri!
Ficaste a minha incógnita,
Ignota doçura que perdi…
Num tempo que desconheço,
Talvez em outra encarnação,
Eu te descobrirei!
Sabendo-te, serás meu
Ou não!
O meu Karma prolongar-se-á no tempo?
Nas gerações vindouras tu serás tu e eu serei eu?
Ou seremos nada?
Quem sabe?
Num sonho dourado,
Acredito que sim!
Esperarei em outros mundos e outras vidas
Por um tu que eu não conheço!
http://www.escritartes.com
Foste o meu nada…
Quem eras?
Perdi o tempo
Em contratempos
E nada descobri!
Ficaste a minha incógnita,
Ignota doçura que perdi…
Num tempo que desconheço,
Talvez em outra encarnação,
Eu te descobrirei!
Sabendo-te, serás meu
Ou não!
O meu Karma prolongar-se-á no tempo?
Nas gerações vindouras tu serás tu e eu serei eu?
Ou seremos nada?
Quem sabe?
Num sonho dourado,
Acredito que sim!
Esperarei em outros mundos e outras vidas
Por um tu que eu não conheço!
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quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Âncora
Onde foste?
Quem és?
Não sei ...
E pensei que sabia!
Engano!
Não te conheci, apenas te tive!
Ilusão!
Não tive senão o teu corpo,
Lindo,
Fogoso,
Só instinto…
Rebelde, insensível, inconstante…
Fizeste do meu mundo a tua âncora de um dia…
Zarpaste e não sei do navio que te levou!
Na praia deserta da minha desilusão
Continuo olhando o horizonte e o mar imenso,
Vazio…
Não te sei senão nesta miragem!
Quando chega a realidade,
Nada és!
Quem és?
Não sei ...
E pensei que sabia!
Engano!
Não te conheci, apenas te tive!
Ilusão!
Não tive senão o teu corpo,
Lindo,
Fogoso,
Só instinto…
Rebelde, insensível, inconstante…
Fizeste do meu mundo a tua âncora de um dia…
Zarpaste e não sei do navio que te levou!
Na praia deserta da minha desilusão
Continuo olhando o horizonte e o mar imenso,
Vazio…
Não te sei senão nesta miragem!
Quando chega a realidade,
Nada és!
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Demónio
Meu demónio interior
Onde vais?
De onde vens?
Não te queria demónio,
Mas que importa?
Talvez te agrade mais o calor deste Inferno...
Não é outra a vida que me dás!
Da tua ausência,
À tua fuga,
À tua não presença!
Porque fugiste?
Eu serei o teu Inferno se assim queres,
O teu céu, se o desejares…
Serei tudo
E serei nada…
Pela tua vontade,
Pelo teu ego,
Enorme,
De quem não sabe o Mundo,
Quero-te mesmo assim…
Vem…
Eu espero…
Onde vais?
De onde vens?
Não te queria demónio,
Mas que importa?
Talvez te agrade mais o calor deste Inferno...
Não é outra a vida que me dás!
Da tua ausência,
À tua fuga,
À tua não presença!
Porque fugiste?
Eu serei o teu Inferno se assim queres,
O teu céu, se o desejares…
Serei tudo
E serei nada…
Pela tua vontade,
Pelo teu ego,
Enorme,
De quem não sabe o Mundo,
Quero-te mesmo assim…
Vem…
Eu espero…
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Loucura
Tenho a alma moída
Da loucura que paira em mim,
Esqueci a fronteira entre o querer e o desejar
Sob o efeito da tua força...
Usada e assustada,
Fico de rosto cansado,
Triste,
Num grito agoniado
E de mãos vazias de paz.
O travo amargo da solidão
Constrói uma calha para a loucura,
Escorremos por ela até às memórias de ontem
E esquecemos a esperança do amanhã!
Desorientada,
A caminho dos teus olhos,
Sinto tanta coisa,
Na imensidão do meu desespero,
Que não vejo quão frios e insensíveis se tornaram...
A minha loucura tem vontade de me abraçar,
Tem vontade de me aconchegar no silêncio da raiva...
Sinto tanta coisa... tanta...
Ai lucidez enlouquecida,
Que tens para me dar?
Da loucura que paira em mim,
Esqueci a fronteira entre o querer e o desejar
Sob o efeito da tua força...
Usada e assustada,
Fico de rosto cansado,
Triste,
Num grito agoniado
E de mãos vazias de paz.
O travo amargo da solidão
Constrói uma calha para a loucura,
Escorremos por ela até às memórias de ontem
E esquecemos a esperança do amanhã!
Desorientada,
A caminho dos teus olhos,
Sinto tanta coisa,
Na imensidão do meu desespero,
Que não vejo quão frios e insensíveis se tornaram...
A minha loucura tem vontade de me abraçar,
Tem vontade de me aconchegar no silêncio da raiva...
Sinto tanta coisa... tanta...
Ai lucidez enlouquecida,
Que tens para me dar?
sábado, 25 de agosto de 2007
Consolo
Na sinceridade de um olhar,
Busco um tesouro escondido nas palavras perfumadas de alguém…
Lua, acende-me o céu!
Sol, mostra-me a Vida!
Feche-se o ciclo!
Das gotas de vida
Destiladas na tua alma!
Forma palavras de consolo
Que me envolvam a alma!
Afasta-me para longe o veneno da revolta
Azedando o meu coração!
Dá-me ecos de paz
Em cada sopro da tua magia…
Acompanha-me,
Ampara-me,
Marca o meu futuro
Com o sinete do teu feitiço!
Vem ser meu consolo,
Meu colo,
Nesta saudade
Chegada sem aviso prévio!
Busco um tesouro escondido nas palavras perfumadas de alguém…
Lua, acende-me o céu!
Sol, mostra-me a Vida!
Feche-se o ciclo!
Das gotas de vida
Destiladas na tua alma!
Forma palavras de consolo
Que me envolvam a alma!
Afasta-me para longe o veneno da revolta
Azedando o meu coração!
Dá-me ecos de paz
Em cada sopro da tua magia…
Acompanha-me,
Ampara-me,
Marca o meu futuro
Com o sinete do teu feitiço!
Vem ser meu consolo,
Meu colo,
Nesta saudade
Chegada sem aviso prévio!
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Chave
Vejo novelos de desdém nos teus olhos,
Muralhas intransponíveis
Erguendo-se todas as manhãs
Contra a luz colorida dos meus!
Nesta corrida desenfreada
Fico cega,
Espero uma magia,
Uma chave para as tuas portas cerradas!
No fosso que te separa de mim,
Outrora riacho em que acendia a lua,
Afundam-se sonhos,
Calam-se sinfonias de amor…
E na densidade das suas águas enlameadas
Asfixiam-se as ilusões
E flutua o uso que fizeste de mim!
Que chave abrirá os teus cadeados?
Que chave me abrirá o regresso a ti?
Que chave me soltará do cadafalso a que subi?
Muralhas intransponíveis
Erguendo-se todas as manhãs
Contra a luz colorida dos meus!
Nesta corrida desenfreada
Fico cega,
Espero uma magia,
Uma chave para as tuas portas cerradas!
No fosso que te separa de mim,
Outrora riacho em que acendia a lua,
Afundam-se sonhos,
Calam-se sinfonias de amor…
E na densidade das suas águas enlameadas
Asfixiam-se as ilusões
E flutua o uso que fizeste de mim!
Que chave abrirá os teus cadeados?
Que chave me abrirá o regresso a ti?
Que chave me soltará do cadafalso a que subi?
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Luta
Num estado de quase inconsciência,
Luto entre a lembrança e o esquecimento…
De olhos fechados,
Sinto o toque dos teus,
Queima-me o brilho da luz
Desprendendo-se em sussurros,
Em gritos surdos de paixão…
Num dia!
Deixo-me escorregar na loucura da tua ausência
E da minha boca resvalam calor, prazer…
E dor!
Quero partir do fundo dos teus olhos,
Quero saber de sentimentos nobres,
Quero acreditar num mundo melhor…
E em cada minuto de luta
Ambiciono colher paz em outras mãos,
Viajar no silêncio de outro olhar!
A minha luta acorrenta-me,
Tento soltar-me das fantasias,
Encontro a porta da lógica fechada
E regresso!
Revolto-me!
Iludo-me!
E continuo!...
Luto entre a lembrança e o esquecimento…
De olhos fechados,
Sinto o toque dos teus,
Queima-me o brilho da luz
Desprendendo-se em sussurros,
Em gritos surdos de paixão…
Num dia!
Deixo-me escorregar na loucura da tua ausência
E da minha boca resvalam calor, prazer…
E dor!
Quero partir do fundo dos teus olhos,
Quero saber de sentimentos nobres,
Quero acreditar num mundo melhor…
E em cada minuto de luta
Ambiciono colher paz em outras mãos,
Viajar no silêncio de outro olhar!
A minha luta acorrenta-me,
Tento soltar-me das fantasias,
Encontro a porta da lógica fechada
E regresso!
Revolto-me!
Iludo-me!
E continuo!...